Fundador da Raça Rubro-Negra, Cláudio Cruz conta emoção de ter presenciado as finais de 81 e 2019
Foto: Reprodução

Depois de conquistar a Glória Eterna em 1981 e 2019, o Flamengo busca o tri da Libertadores no próximo sábado contra o Palmeiras. Em montevidéu, no estádio Centenário, as equipes que conquistaram as duas últimas edições da competição, fazem o jogo mais esperado da temporada e prometem uma partida cheia de emoções.

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Quem estará presente no Uruguai, terá o privilégio de acompanhar história diante dos olhos. Torcedores que tiveram a honra de estar presente em qualquer final já podem se sentir únicos. Agora, quem teve a oportunidade de fazer parte de duas decisões de Libertadores do Flamengo e irá para a terceira, é, com certeza, abençoado por Deus. É o caso de um dos fundadores da Raça Rubro-Negra, Cláudio Cruz, que esteve presente tanto em 1981, contra o Cobreloa, quanto no Peru, contra o River, em 2019 e estará em Montevidéu no sábado. O DIÁRIO DO FLA conversou com o torcedor, que contou um pouco sobre sua história de amor com o clube.

”Eu não sei de que forma eu terminei Flamengo, mas eu sei que eu tinha um tio que era doente pelo Flamengo. E eu tenho a gratidão a Deus de ser Flamengo. Meus pais contavam que eu com cinco anos de idade, em 63 quando o Flamengo foi campeão, eu estava ouvindo rádinho de pilha e o locutor gritava ‘é campeão’ e eu comecei a chorar, sem nem saber o que significava. E eu e meu falecido irmão, que foi fundador da Raça comigo, nós na década de 60, fazia pipa para comprar passagem do trem e saber se a gente ia de geral ou arquibancada, porque íamos em todos os jogos dessa forma, trabalhando o dia inteiro a semana toda. E a gente virou Flamengo todo”, contou Cláudio.

Em 1981, o Flamengo precisou de três partidas para superar o Cobreloa e ser campeão da Libertadores. Já em 2019, o Rubro-Negro fez contra o River um dos jogos mais emocionantes da história do futebol, onde faltando dois minutos para acabar o jogo, o Mengão conseguiu a virada com dois gols de Gabigol. Cláudio revelou ao DIÁRIO DO FLA a emoção de ter estado em presente em dois momentos únicos da história do Fla e as dificuldades passadas.

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”Eu, em 1981, para você entender, eu vendi o meu carro. Eu tinha um carro e quando vi que aluguei um ônibus para ir, eu não tinha dinheiro. Antigamente, viagem internacional de avião não existia. Na época, o primeiro ônibus internacional quem fez foi a Raça, em dois jogos do Flamengo naquela Libertadores. E, depois esse pro Chile, na final. Eu vendi o meu carro e banquei o ônibus, a maioria das passagens. E, ao voltar, minha mulher se separou de mim, com raiva de eu ter vendido o carro. Não me arrependo de ter feito isso, fui campeão, eu estive lá e agradeço a Deus por ter vendido o carro”, disse, antes de emendar sobre 2019 e a expectativa para o jogo de sábado:

”Em 2019 estive em todos os jogos. Tudo que o Flamengo participou eu estive. É minha paixão, não me arrependo de nada que eu fiz. O Flamengo faz parte totalmente da minha vida, não tenho vergonha nenhuma de falar. Durmo pensando em Flamengo, estou em um estado de nervos por causa do jogo de sábado. E a única coisa que eu tenho dito: se for para ser igual em 2019, eu prefiro que o Flamengo perca. Daquele jeito eu não quero mais não, porque naquele dia eu pensei que fosse embora… foi a maior emoção que tive na minha vida. E olha que eu vivi tantas, desde 60 e pouco que vou em jogo do Flamengo. Eu nunca passei por aquilo, eu peço a Deus para que não aconteça mais. Tanto é que assim que acabou o jogo, eu estava com febre, voltei do avião com febre, cheguei no Brasil com febre, fiquei esperando para ir ao hospital com medo de ficar internado. Depois que o Flamengo ganhou o Brasileirão no dia seguinte, resolvi ir no hospital, fiquei 2 horas lá para abaixar a febre e o médico me perguntou se eu tinha passado por alguma emoção muito grande. Respondi que estava voltando do Peru, do jogo do Fla e o médico me mandou embora em seguida. Fui para casa e melhorei. Não sei o que é isso que tem em mim, sei que ele existe e eu não tenho vergonha de dizer que sou apaixonado”, finalizou Cláudio Cruz.

Voltando para sábado, a bola rola ás 17h, no Estádio Centenário, em Montevidéu para Flamengo e Palmeiras. Vale lembrar que ao longo da competição, enquanto o Mais Querido eliminou Defensa y Justicia, Olimpia e Barcelona-EQU para chegar a decisão, o clube paulista tirou Universidad Católica, São Paulo e Atlético-MG.

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