'Existe uma cobrança exagerada quando Flamengo não ganha', opina comentarista
Everton Ribeiro em partida contra o Cuiabá, pelo Campeonato Brasileiro. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo.

O Flamengo empatou em 0 a 0 com o Cuiabá, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Dessa forma, o Mais Querido perdeu a oportunidade de se aproximar ainda mais do líder Atlético-MG, que perdeu na rodada. No entanto, segundo Carlos Eduardo Eboli, em participação no programa “Redação SporTV”, “este resultado [um empate entre os times] não é tão fora do contexto assim”. Além disso, ressaltou a importância de Arrascaeta para o time rubro-negro.

“Vamos contextualizar. Este resultado não é tão fora do contexto assim. Você sabe quantas derrotas tem o Cuiabá no campeonato? Seis. O Flamengo também tem seis derrotas no campeonato. O Cuiabá só perdeu um jogo fora de casa, é o time que mais empatou na competição, com o de ontem são 14. Então, é um resultado totalmente dentro do contexto do campeonato que faz o Cuiabá, onde ele impõe dificuldades a todos os seus adversários quando atua na condição de visitante”, disse Carlos Eduardo Eboli.

“O Flamengo, quando pega esses adversários mais fechados, ele realmente sente falta de um jogador. Chama-se Arrascaeta. O Arrascaeta é o cara do passe curto. Numa combinação com o Everton Ribeiro, eles têm essa capacidade na troca de passes curtos de quebrar essas linhas defensivas do adversário. Ontem, o Flamengo não conseguiu quebrar dessa maneira”, complementou o jornalista.

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Desempenho ruim de Gabigol

Mas o jornalista também avaliou o desempenho ruim de Gabigol, artilheiro do Flamengo. De acordo com o treinador Renato Gaúcho, o jogador teve um mal estar antes da partida no último domingo. Portanto, não estava em total condição para entrar em campo.

“Acho que o Renato arriscou com o Gabigol, porque não tinha o Pedro. Se o Pedro estivesse em boa condição, acho que o Gabigol não teria entrado na partida. Forçou uma barra, ficou evidente que o Gabigol estava longe da sua condição ideal. Não conseguiu dar sequência a nenhuma jogada. Nem aquela que ele faz tão bem quando sai da área, faz a triangulação, acha os outros companheiros, uma participação que vai além do finalizador Gabigol, ele não fez isso ontem. Teve uma única finalização, errou vários passes, a movimentação dele estava muito mais previsível, tanto que ele ficou preso nessa marcação do Cuiabá. Não houve um encaixe técnico. Ontem, o Flamengo foi um time de pouquíssima inspiração técnica e acho que o principal exemplo foi o Gabigol”, opinou Carlos Eduardo Eboli.

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Mas o Flamengo do Jorge Jesus…

Além disso, mais uma vez, a torcida voltou a comparar o atual Flamengo com o time de Jorge Jesus em 2019. Isso porque, Renato Gaúcho disse na coletiva após o jogo que todos os times, inclusive o Mais Querido, vão tropeçar em algum momento. Com isso, as comparações com o time vitorioso de 2019 foram inevitáveis. Segundo a jornalista Renata Mendonça, a equipe de Jorge Jesus foi “a exceção”.

“Nesse ponto de que todos os times vão tropeçar, o próprio Flamengo do Jorge Jesus perdeu por 3 a 0 para o Bahia. Mas nós sempre tratamos o time do Jesus como se fosse a regra e, na verdade, ele é a exceção. Se você pegar todos os times do mundo inteiro, o Liverpool do Klopp, o Manchester City do Guardiola, os melhores jogadores do mundo, os melhores técnicos do mundo, os melhores campeonatos do mundo, todos eles tropeçam. Não é tratar como normal, você, por exemplo não vencer o Cuiabá dentro de casa com a sua torcida ali. Você tem que olhar para esse jogo e falar ‘o que nós fizemos de errado’ e ‘o que poderíamos ter feito melhor’. Eu acho que tropeços vão existir, nisso concordo com o Renato. Mas não estou eximindo da crítica, acho que podemos olhar para o jogo e entender o que poderia ser feito de melhor”, comentou Renato Mendonça.

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