Mauricio-Souza-Flamengo
(Foto: Alexandre Vidal)

Na última segunda-feira, o ex-auxiliar técnico do Mais Querido, Maurício Souza foi demitido do Flamengo. A demissão aconteceu seis meses após ser promovido para a comissão técnica permanente.

Em entrevista ao ‘Goal’, Maurício falou como foram os bastidores da sua demissão, e garantiu que a notícia o deixou muito surpreso. Pois não imaginava que seria desligado do Flamengo, poucos meses após ser efetivado.

“Segunda-feira dei o treino normalmente. Depois, tive uma conversa com o Bruno Spindel para alinhar como ficaria a minha situação, já que desde o ano passado eu virei auxiliar da casa. Ele me pediu alguns minutos, depois me chamou em uma sala e falou que tinha tido conversas com o Paulo Sousa a respeito do meu cargo e que ele estava irredutível. O Bruno me passou que o Paulo não queria que eu seguisse nesse cargo, pediu desculpas, me agradeceu por tudo, mas não tinha outra forma a não ser me desligar”, disse Maurício Souza.

Mauricinho ainda revelou que teve pouco contato com Paulo Sousa, a única vez que se falaram foi logo assim que o português desembarcou no Brasil. Segundo Maurício a conversa foi virtual e durou apenas cinco minutos.

“O Paulo solicitou uma chamada por zoom para entender como estava sendo montado o processo para o Carioca. A gente teve uma conversa, durou cinco minutos apenas. Ele fez algumas perguntas, falou de alguns jogadores e comentou especificamente do Lázaro, falou a posição que gostaria que ele atuasse. Mas a conversa foi muito rápida”.

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Maurício ainda falou sobre o período que assumiu o time, logo após a saída de Jorge Jesus. E mesmo com todo o sucesso que o Mister deu ao Flamengo, nesse momento Mauricinho garantiu que nos seus trabalhos não tinham métodos do Mister.

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“Na verdade, não tinha absolutamente do Jorge, a não ser alguns exercícios que ele aplicava e que nós também aplicávamos. Quando cheguei para assumir o time foi pedido para fazer as mesmas atividades, lembro que me reusei em uma atividade que era muito particular do Jorge. Na minha opinião era um tipo de treino que valia pela ideia do treinador, da maneira que você enxergava o time e não copiar um sistema, ficaria sem pedir correções para os jogadores, pelo método não ser meu. Respeito tudo que o Jorge conquistou no Flamengo, mas não poderia apenas passar as mesmas atividades, sem contar que no ano que venceu tudo, eu não estava com ele. Não poderia dar algum tipo de feedback, sem ter participado do processo”.

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