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Confira seis mudanças táticas promovidas por Dorival Jr no Flamengo

Treinador alterou esquema e vem melhorando desempenho do Mengão

Confira seis mudanças táticas promovidas por Dorival Jr no Flamengo
Foto: Marcelo Cortes/CRF

Na tarde deste domingo, o técnico Dorival Jr completará seu nono jogo no comando do Flamengo. Neste período, o Rubro-Negro venceu cinco partidas e perdeu apenas três. Os melhores resultados, no entanto, vieram nos últimos quatro compromissos, onde o Fla conquistou quatro triunfos.

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Dorival prioriza a formação do 4-3-3, mas em algumas apresentações no Mengão tem adotado o 4-3-1-2, inclusive utilizado na goleada sobre o Tolima. Em publicação no ‘UOL’, o jornalista e analista tático, Rodrigo Coutinho, avaliou as seis principais mudanças no time do novo comandante.

Pedro e Gabi juntos

”Ele passou a possibilitar Gabigol a condição de circular entre o lado direito do ataque e o centro. É nesta faixa do campo que o camisa 9 faz suas melhores jogadas. ter alguém dando profundidade enquanto Gabriel faz esse movimento. Se completam. Como nas grandes dupla e ataque do futebol mundial. Um jogador de referência e o outro de mobilidade. É claro que podem fazer outros tipos de movimentação, e essa ”anarquia” é um traço visto nos últimos jogos”

O ’14’ que é o ’10’

”Arrascaeta é mais um exemplo. Vem jogando como o meia por trás da dupla. O famoso ”número 1” que Zagallo tanto falava na Seleção na Copa de 1998. O ”enganche” do futebol argentino. O ”ponta-de-lança” dos lendários times de Vanderlei Luxemburgo dos anos 1990 e 2000. Sem a bola, não tem precisado retornar pelos flancos para vigiar a subida de um dos laterais adversários, algo que acontecia até mesmo com Jorge Jesus no comando. Atualmente auxilia Pedro e Gabigol na pressão à saída rival. Marca e fecha as linhas de passe para os volantes”

O renascimento de Ribeiro

”Everton Ribeiro teve sua posição mexida. Passou a ser o terceiro elemento pela direita do tripé inicial de meio-campo. Dorival reduziu seu espaço de circulação. Na função que o consagrou, o camisa 7 variava entre a ponta-direita e as costas do meio-campo rival. Agora tem recebido a bola numa região mais recuada do gramado, de frente, e não se desgasta tanto. Cresceu de produção de uma forma não vista recentemente”

Laterais ‘atacantes’ time ‘capenga’

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”O destaque de Rodinei é algo importante para citar neste esquema. Ele prevê muita liberdade aos laterais. É necessário que deem amplitude ao time, como o lateral-direito vem fazendo bem nas últimas partidas. Matheuzinho é outro jogador com essa característica, mas vive fase técnica inferior ao atual titular. O lado esquerdo, se tiver Ayrton Lucas, estará bem servido dentro das exigências citadas, mas Filipe Luís possui outras características. Além de não estar conseguindo boas atuações em sequência, há algum tempo não é um lateral de ocupar o corredor externo do campo com volume”

Ajustes defensivos e contragolpes fulminantes

”Um dos motivos para esse esquema ser pouco utilizado no futebol de hoje é a dificuldade de proteção dos espaços. Em diversos momentos, contra América e Tolima, o Flamengo marcou com sete jogadores, algo que requer muita capacidade defensiva dos envolvidos e coordenação entre os atletas. O rubro-negro não tem nem uma coisa nem outra no momento. Um desses sete é Everton Ribeiro, que protege o mesmo setor de Rodinei, lateral com deficiências defensivas. Arrascaeta, Pedro ou Gabigol podem e devem ajudar quando o bloco de marcação ficar mais recuado, mas não é a característica deles. Em contrapartida, há ao menos duas opções bem-posicionadas para servirem de alvo nos contragolpes. O jogo contra o Tolima é um bom exemplo. A maioria dos gols nasceu em rápidas transições protagonizadas por Gabigol, Arrascaeta e Pedro”

Muito papo e concentração para ter sucesso

”O Flamengo só terá uma semana cheia de treinamentos em meados de agosto. Até lá são partidas a cada três ou quatro dias, com viagens e a necessidade de recuperação a cada 90 minutos. Decisões de Copa do Brasil e Libertadores em meio a tudo isso. Duelos importantes pelo Brasileirão também. Estresse físico e mental em alta. Dorival vai precisar ajustar os problemas nas poucas sessões de treino intenso que poderá fazer. Tirando isso, terá que usar as conversas e os vídeos como ferramentas para que o rubro-negro seja forte com mais regularidade”